Disparidade entre reservatórios do SIN atinge 51,87 pontos percentuais
Os níveis de energia armazenada nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional apresentaram uma configuração de desequilíbrio regional em 13/05/2026.
Os níveis de energia armazenada nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional apresentaram uma configuração de desequilíbrio regional em 13/05/2026. O subsistema Norte opera com 97,61% de sua capacidade, seguido pelo Nordeste com 95,06%. Em contraste, o Sudeste/Centro-Oeste registra 65,69%, enquanto o Sul apresenta o cenário mais crítico, com 45,74%.
A heterogeneidade entre os subsistemas reflete a diversidade das bacias hidrográficas brasileiras e os diferentes regimes de chuvas que alimentam cada região. A diferença entre o subsistema mais cheio, o Norte, e o mais crítico, o Sul, alcançou 51,87 pontos percentuais nesta data. Essa métrica ilustra a amplitude da variação na disponibilidade de água para geração hidrelétrica entre as pontas do sistema nacional.
O nível dos reservatórios é um componente central para a economia brasileira porque dita a necessidade de acionamento das usinas termelétricas. Quando os níveis estão baixos, o custo marginal de operação do sistema tende a subir, pois o país precisa recorrer a fontes de energia mais caras para garantir o suprimento. Esse custo adicional é repassado ao consumidor final, o que pode pressionar a bandeira tarifária e, consequentemente, o IPCA energia.
Embora o Sistema Interligado Nacional permita a transferência de energia entre regiões para mitigar déficits locais, a gestão dos reservatórios exige monitoramento constante. Níveis elevados no Norte e Nordeste garantem segurança para essas áreas, mas a operação do SIN depende fundamentalmente da saúde hídrica do Sudeste/Centro-Oeste, que concentra a maior parte da capacidade de armazenamento do país e atua como o grande pulmão do sistema. O ONS publica os dados diários com um dia de defasagem, refletindo a medição consolidada do dia anterior.