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Inflação redação

Combustíveis: o que está pressionando o preço do gasolina

A defasagem entre o preço de refinaria praticado pela Petrobras e o Custo de Paridade de Importação calculado internamente pelo Elucidados a

A defasagem entre o preço de refinaria praticado pela Petrobras e o Custo de Paridade de Importação calculado internamente pelo Elucidados a partir de Brent, dólar e preço de refinaria da Petrobras (parâmetros calibrados, ADR-0124) encerrou em 3,2% para o gasolina, com média de 0,3% nos últimos cinco pregões. Defasagens persistentes desse porte costumam ser lidas pelo mercado como fator de pressão sobre o preço de refinaria , historicamente, períodos longos com gap relevante antecederam atuações da Petrobras dentro de janelas de duas a quatro semanas.

Cross-check: a leitura interna do Elucidados aponta defasagem de 3,2%, enquanto a Abicom reporta -56,0%. Divergência entre as duas leituras: 59.2 pontos percentuais , considerada significativa.

No componente internacional, o Brent fechou esta semana em torno de US$ 102,75 por barril, variação de -8,1% ao longo dos últimos 30 dias. O Brent é o benchmark mais relevante para a paridade de importação no Brasil porque entra diretamente na equação CPP da Abicom (preço internacional × yield do produto + frete + portuário + margem), antes da multiplicação pelo dólar.

No componente cambial, o dólar PTAX fechou em R$ 5,02, variação de +0,3% no mês. Mantida essa banda, o componente cambial da paridade não desce , o gap atual em moeda nacional permanece sustentado mesmo se o Brent recuar parcialmente.

Pelo lado regulatório, o mandato vigente de mistura de etanol anidro é 30% (Resolução CNPE jun/2025 (Lei 14.993/2024) , E30). Mudanças de mandato afetam o preço final na ponta. A Lei 14.993/2024 (Combustível do Futuro) e as Resoluções CNPE associadas continuam definindo o cronograma de mistura.

**Cenário considerado** , para que a leitura acima se sustente:

1. Defasagem Abicom do gasolina mantida em torno de 3,2% por pelo menos 1 dias úteis recentes.

2. Brent acima de US$ 102,75 (cotação atual de referência).

3. Dólar (R$ 5,02) entre R$ 4,92 e R$ 5,12 no horizonte da janela.

4. Política CPP (Custo Privado Próprio) da Petrobras mantida sem sinalização contrária em fato relevante CVM.

5. Sem alteração em alíquota uniforme ICMS combustível (Confaz) ou tributação federal sobre o produto no período da janela.

**O que invalidaria essa leitura:**

1. Brent abaixo de US$ 98,75 sustentado por 3 pregões consecutivos.

2. Dólar abaixo de R$ 4,87 sustentado por 3 pregões consecutivos.

3. Comunicado Confaz reduzindo a alíquota uniforme de ICMS sobre combustível.

4. Fato relevante da Petrobras sinalizando nova política de preços, subsídio temporário ou mudança no critério CPP atual.

O indicador de tendência atual não sinaliza pressão imediata , a defasagem está dentro da faixa que historicamente não precede atuação da Petrobras na janela curta. Cenário e gatilhos acima descrevem o que mudaria essa leitura.

Este cruzamento usa três séries: defasagem Abicom diária do gasolina (fonte primária), Brent USD/bbl (FRED, série DCOILBRENTEU) e PTAX USD/BRL (Banco Central, SGS PTAX). O modelo formal de probabilidade ainda está em fase de calibração , o histórico estatístico será publicado em /projecoes/csa-b1-combustivel-gasolina assim que o backtest contra os reajustes Petrobras 2020-2026 for concluído pela Sprint C da Frente 3.

Fonte. ABICOM_DEFASAGEM_GASOLINA · FRED_BRENT · BCB_PTAX_USD Reportar erro